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Christo Redemptor

O monte Corcovado ganhou esse nome no século XVII por lembrar uma corcova.

A primeira idéia de construir ali um monumento religioso foi registrado em 1859, quando chega ao Rio de Janeiro o padre lazarista Pedro Maria Boss.


A primeira expedição oficial foi liderada por D. Pedro I, que resultou na abertura de um caminho de acesso ao cume.

Em 1882 D. Pedro II concede aos engenheiros João Teixeira Soares e Francisco Pereira Passos, permissão para construírem e explorarem a Estrada de Ferro do Corcovado. O trecho entre o Cosme Velho e as Paineiras foi inaugurado em 1884 na presença da família imperial. Na mesma ocasião, inaugura-se o Hotel das Paineiras. Em 1885 é inaugurado o trecho entre as Paineiras e o Corcovado, completando a extensão total da Estrada de Ferro.

Em 1921 era apenas uma idéia construir uma estátua para comemorar o centenário da Independência em 1922. No mesmo ano reúne-se no Círculo Católico a primeira assembléia destinada a discutir o projeto e o local para a edificação do monumento. Disputam o Corcovado, o Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio. Vence a opção pelo Corcovado, o maior dos pedestais.

Em 1922 aconteceu um abaixo-assinado com mais de 20 mil nomes solicita ao presidente Epitácio Pessoa permissão para a edificação da estátua. A pedra fundamental da construção do monumento no morro do Corcovado é lançada no dia 4 de abril de 1922.

Em 7 de setembro de 1922 a empresa Westinghouse instalou uma antena no topo do Corcovado, gerando muitos protestos no Rio.



Em 1923 é realizado o concurso de projetos para a construção do monumento ao Cristo Redentor, vencido por Heitor da Silva Costa.

Foi então organizada a Semana do Monumento, uma campanha nacional para arrecadação de fundos. Sim, a estátua foi construida com donativos de todo o Brasil e era recolhido dinheiro nas ruas em lençois brancos, sustentados por crianças e senhoras.


Em 1926 inicia-se a obra. Os Andaimes a estrutura de concreto armado do miolo ainda sem o corpo da estátua. Parte dos andaimnes já eram metálicos e desmontáveis.

















A cabeça acabara de ser fixada na estrutura, sendo o primeiro item propriamente do corpo que permitiu de imediato que o monumento ficasse caracterizado.




A estátua remetia modernidade, pois o concreto armado era o material de construção mais sofisticado da época.

O revestimento, em pedra-sabão, elogiado por suas propriedades técnicas e estéticas, foi montado em forma de mosaico por paroquianas que escreviam em algumas peças os nomes de seus familiares. Legal isso, não?

A estátua foi inaugurada em dia 12 de outubro 1931. Epa! Acho que acabei de descobrir a origem do termo “obra de igreja”. rs
Eis o postal da Inauguração em 1931





O desenho final do monumento é de autoria do artista plástico Carlos Oswald e a execução da escultura é responsabilidade do estatuário francês Paul Landowski. O “Christo Redemptor” se tornou a maior escultura art déco do mundo.


Por iniciativa do jornalista Assis Chateaubriand, o cientista italiano Guglielmo Marconi foi convidado a inaugurar a iluminação do monumento, a partir de seu iate Electra, fundeado na baía de Nápoles! Emitido do iate, o sinal elétrico seria captado por uma estação receptora instalada em Dorchester, na Inglaterra, e retransmitido para uma antena em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, de onde seriam acesas as luzes do Corcovado. No entanto, o mau tempo no dia prejudicou a transmissão e o monumento foi iluminado diretamente do Rio de Janeiro.

Atualmente o Cristo Redentor se tornou uma das sete maravilhas do mundo.

É lindo! Espero que continue lá por muito tempo!

3 comentários:

  1. Eu já fui lá e posso garantir que é uma experiência única.
    Vale a pena.
    E depois dessa aula então...

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  2. FLávio, faltou o mais importante e que eu desconhecia até pouco tempo atrás, e que agora só me recordo em fragmentos, que foi o papel do Mestre de Obras responsável por tudo isso, que dedicou a vida a edificar o monumento. Morou anos lá em cima, periodos longos sem vir aqui, e sofrendo muitas provações e atrasos. Dele não me recordo o nome, mas apenas que fizeram uma homengame de enterra seu coração na base do monumento ou em outro local. A fonte desta notícia é o Globo, por ocasião de uma das efemérides (90 anos?) da estátua. É das história mais lindas que, se não me engano, ia ser contada em livro. Descobrindo mais alguma coisa, avisa. Vale a pena. Desculpa não poder ajudar mais.

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  3. Sim, são muitas histórias.

    A que eu tinha lido e é parecida é sobre Heitor Levy, arquiteto e mestre de obras que, embora judeu, criou uma afetividade tão grande pela estátua que colocou em uma garrafa a árvore genealógica de sua família e a inseriu no concreto que corresponde ao coração do Cristo. Tá lá!

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